Geral
Ponte da Barranca está há três anos interditada
Conforme o município na época a medida (interdição) seria provisória, porém até então a manutenção não ultrapassou a linha dos discursos
Até a conclusão da Ponte Giácomo Mazzuco – inaugurada em dezembro de 2012 e conquistada pelo então vice-prefeito Sandro Maciel em 2011 – ligando o bairro Barranca ao centro de Araranguá, a ponte pênsil era utilizada pelos araranguaenses como a principal forma utilizada para quem precisava sair ou entrar no bairro e como rota de ‘fuga’ das inundações.
Entregue à população em dezembro de 1972, tornou-se um monumento histórico, sendo um dos pontos mais populares de Araranguá. Entretanto devido à irresponsabilidade e inércia da administração de Mariano Mazzuco – já comprovada por obras inacabadas e inexistes, como a cratera da Beira-Rio, que há um ano e cinco meses envergonha os araranguaenses – há três anos o governo progressista tomou a medida de interditar a ponte, e o que deveria ser um problema passageiro perdura até hoje sem resolução. Sem manutenção alguma, a estrutura segue arruinada e deteriorada pelo tempo.
O tema foi alvo de cobrança por parte dos vereadores e da própria população, que acredita que o local merece uma reforma, pois Araranguá é uma das poucas cidades que possui uma ponte de arame histórica.
Nestes três anos nada foi feito e a reportagem foi até a ponte e constatou que os problemas iniciais na estrutura, como nas madeiras e nos cabos de sustentação estão aumentando. A situação de abandono impressiona quem visita o local.
Mais um projeto que está só no papel
Um ano após a interdição temporária, o diretor de Turismo de Araranguá, Giovani Rosa (Gica) concedeu entrevista afirmando que o prefeito Mariano Mazzuco Neto havia dado ‘ordem’ para a elaboração de um projeto de revitalização da ponte. Passaram-se dois anos e nada foi feito. Sobre a isso o diretor afirma que existe um projeto, porém a licitação foi feita e a empresa desistiu. “Esse projeto existe, uma empresa venceu a licitação, porém desistiu de fazer a obra”. O diretor não informou se houve um segundo colocado e não estabeleceu prazos para a realização de uma possível segunda licitação.
Nossa reportagem questionou se a mesma empresa que forneceria os materiais seria a responsável pela obra e o diretor de Turismo alegou não ter mais informações, inclusive sobre o valor que seria investido no local. Gica ainda destacou que dificuldades eram previstas para a contratação de uma empresa, pois a obra seria ‘trabalhosa’.








