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Prefeito de Canoas diz que retirada de água da cidade pode levar de 45 a 60 dias

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O prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PSD), afirma que a retirada da água que inundou a cidade deve levar de 45 a 60 dias. O município da Região Metropolitana de Porto Alegre tem 4 das 100 mortes em razão das cheias e temporais no Rio Grande do Sul.

“Nós temos diques, a água entrou para cá, agora vai demorar muito tempo, talvez 45, 60 dias, para tirar a água pro outro lado. Essa água não vai sair naturalmente, diferente de lugares que não tem diques, onde a água vai e volta. Aqui, passou e não retorna exatamente porque nós temos uma grande piscina”, diz Jorge.

Os diques são elevações de terra que formam uma espécie de muro que separa a cidade de rios, arroios ou áreas alagadiças. No entanto, como a água ultrapassou os diques de Canoas ficou represada na cidade, se torna mais difícil para que ela volte ao curso normal.

O prefeito Jairo Jorge defende a elevação das estruturas, para evitar que a água volte a passar por cima dos diques.

“Estávamos preparados para a pior enchente que tinha acontecido [1941]. Tomamos como referência. A cidade tinha diques de 5 metros, mas a água extravasou por cima do dique. Temos que pensar, a partir de agora, que estamos num terreno desconhecido. Pensar agora, através de estudos e pesquisas hidrológicas, que altura nós vamos ter. [Ter diques de] 5 metros não foi suficiente, temos que ter 6, 7 metros. Tornar nossos diques mais robustos”, comenta o prefeito.

A atualização do boletim da Defesa Civil, na quarta-feira (8), ainda aponta que além das 100 mortes confirmadas, há outros 2 óbitos sendo investigados, 130 desaparecidos e 374 feridos. São 230,4 mil pessoas fora de casa. O estado tem 425 dos seus 497 municípios com algum relato de problema relacionado ao temporal, com 1,476 milhão de pessoas afetadas.

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