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Prefeitura de Araranguá admite que pode perder recursos da Ciclovia do Morro

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Ciclistas foram até o prefeito Mariano Mazzuco cobrar uma solução para o impasse que já dura quase dois anos

Anunciada com estrondo pela atual Administração Municipal em junho de 2018, a Ciclovia de 8,5 quilômetros de extensão, que começaria ser construída na rótula que dá acesso aos balneários e seguiria até a entrada no antigo Camping Morro dos Conventos segue paralisada e continua praticamente invisível aos olhos da população.

Mas a novela mexicana que envolve a construção da tão sonhada ciclovia do Morro dos Conventos é ainda mais antiga. O projeto inicial foi desenhado na gestão do ex-prefeito Sandro Maciel e os recursos para construção foram viabilizados através de um convênio com o Ministério do Turismo realizado em 2016. Desde então, o projeto foi enviado à Caixa Econômica Federal e passou por algumas modificações, mas somente em junho de 2018 as licitações foram realizadas. De lá até aqui, a ciclovia é apenas sonho de ciclistas e moradores.

Nesta sexta-feira, dia 24, um grupo de ciclistas e empresários locais foi cobrar do prefeito Mariano Mazzuco uma solução para o impasse e ouviu dele a notícia de que a burocracia atrapalhou o andamento da obra.

De acordo com Mariano, a empresa que iniciou a obra desistiu e houve muitas conversações até que a empresa abandonasse definitivamente a licitação. A empresa exigia que a prefeitura pagasse cerca de R$ 200 mil reais, mas após muito diálogo fecharam acordo em R$ 90mil. Está rompido o contrato com a Empresa Crema, anunciou o chefe do Paço Municipal.

Notícia nada animadora

Segundo informações do grupo que esteve na reunião, o próximo passo anunciado pelo prefeito será o encaminhamento à Caixa Federal do novo orçamento para abrir uma nova licitação e escolher a empresa licitada que vai finalizar a obra paralisada ainda em estágio inicial.

Receosos de que a prefeitura perca o prazo por conta da burocracia, os ciclistas revelaram que ouviram do prefeito que os recursos para construção seguem parados em uma conta da prefeitura e está disponível para utilização, mas caso a obra não seja realizada o dinheiro será devolvido ao Governo Federal. “Essa burocracia toda pode levar meses ou até um ano e a prefeitura diz que não depende somente deles, pois é um dinheiro federal, se fosse municipal seria mais fácil de resolver” explicou um dos empresários que esteve na reunião.

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