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Prefeitura de Araranguá tem 85 cargos comissionados; aumento de 165% em relação a 2017
A prefeitura de Araranguá, liderada pelo prefeito Mariano Mazzuco Neto (PP), utiliza o seguinte slogan: ‘Gestão com Responsabilidade’; porém o portal da transparência, que aponta todos os gastos públicos de todas as administrações municipais, deixa claro que a frase não é a mais adequada.
Analisando dados, o Portal Agora realizou uma pesquisa que aponta elevados gastos com cargos comissionados por parte do Executivo Municipal.
Em janeiro de 2017, quando Mariano assumiu a prefeitura, ele contava com 32 cargos comissionados e somando todos os salários da época, o gasto mensal era de R$ 129.595.24. Em julho de 2020, os números são bem diferentes; o paço municipal conta com 85 servidores comissionados, que representam um gasto mensal de R$ 318.047,55, o que até o fim do ano de 2020, gerará uma gasto ao município no valor de R$ 3.816.570,60.
Para compararmos, a nova Unidade Básica de Saúde do bairro Jardim das Avenidas, em Araranguá, que possui 301,23 metros quadrados, custou R$ 366 mil. Com esse valor, anualmente, seria viável a construção de 10 novas unidades básicas de saúde em Araranguá.
Além disso, desde o início da gestão, houve um considerável reajuste nos salários destes comissionados. A diretora de Cultura de Araranguá, Micheline Vargas Matos Rocha, no início do governo, em 2017, recebia mensalmente R$ 2.636,31 e em 2020, ocupando mesmo cargo e executando as mesmas funções, recebe R$ 3.955,85.
O secretário de Administração e Finanças, assim nomeado no início do governo, tinha salário de R$ 7.908,93. Em 2019, Auderi de Castro, por uma reforma administrativa passou a ocupar apenas a secretaria de Administração, entretanto mesmo com uma pasta mais enxuta o salário de Castro aumentou para R$ 8.476,85. Rosana Rafael se tornou secretária de Finanças, também recebendo R$ 8.476,85.









