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Pronto Socorro do HRA atende somente casos mais graves

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UPA superlotou, já na manhã desta segunda-feira, devido o atendimento parcial realizado no PS do Hospital Regional

Após anúncio da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), veiculado na imprensa regional na última sexta-feira, dia 24, de que o Pronto Socorro do Hospital Regional de Araranguá (HRA) seria fechado hoje, dia 27, prefeitos, secretários de saúde da região, gerente e diretora de Saúde da Agência de Desenvolvimento Regional de Araranguá (ADR), além de representantes do Sindisaúde, se reuniram no início da manhã de hoje, na sede da Amesc, em Araranguá, para tratar do assunto.
Patrícia Paladini, diretora de Saúde da ADR de Araranguá, informou que aguarda, ainda para hoje, que saia o resultado da liminar, impetrada pela Secretaria de Estado da Saúde durante o fim de semana e que ele seja favorável ao Estado, para que a paralisação do atendimento não ocorra. No entanto, desde as 7 horas da manhã, apenas os atendimentos mais graves, classificados como vermelho, estão sendo realizados no PS do HRA. Os pacientes encaminhados pelo Corpo de Bombeiros também estão sendo atendidos no HRA, pois são classificados como urgente.


O atendimento parcial no Pronto Socorro do Hospital Regional ocasionou superlotação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araranguá já na manhã de hoje. A secretária de Saúde do município, Evelyn Elias, informou que a UPA aumentou o número de funcionários trabalhando na unidade, mas que não sabe até quando poderá suportar a situação, pois a estrutura tem um limite de capacidade. A secretária pediu o apoio da população, para que utilize a UPA somente em caso de necessidade.
Ainda, segundo Patrícia, a Secretaria de Saúde do Estado, junto com a Gerência de Saúde da ADR de Araranguá, irá realizar nesta semana um processo de transição da administração do HRA, para manter os serviços de necessidade da região em pleno funcionamento.
Os funcionários dos hospitais da Amrec e Amesc, incluindo o Hospital Regional de Araranguá, haviam programado uma paralisação, por tempo indeterminado, que iniciaria também na manhã de hoje. A greve foi cancelada, devido a um interdito proibitório preventivo, garantido na justiça pelo Sindicato Patronal, que inibe a presença do Sindisaúde nas instituições antes mesmo do começo da paralisação. Segundo o advogado do Sindicato, Ivan Bitencourt, a decisão da justiça foi além do pedido dos patrões. “Ela estipula percentuais que fazem a greve sem efeito por limitar a participação dos trabalhadores, uma vez que determina que o sindicato se afaste mil metros do movimento de greve, quando os patrões só haviam pedido 200 metros e, ainda estipula uma multa de R$ 40 mil por dia caso sejam descumpridas as medidas inviabilizando o direito constitucional de greve,” analisa Ivan.

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