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Relação ruim entre Prefeitura e Câmara deixa pavimentação do Cedro mais longe

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Comunidade de Maracajá espera há mais de 20 anos pela pavimentação da Rodovia Demétrio José da Rocha

Não é de hoje que a Prefeitura Municipal de Maracajá e a Câmara de Vereadores não mantêm uma boa relação. O legislativo sempre foi criticado pelo prefeito Arlindo Rocha por não cumprir o seu papel de fiscalizar, e o chefe do executivo sempre foi alvo de ataques pela sua forma de fazer gestão. Atualmente o executivo municipal não tem base para aprovação de projetos e a população é quem sofre com a briga política.

Uma das provas da falta de diálogo entre os poderes é a tão sonhada pavimentação da Rodovia Demétrio José da Rocha, na localidade de Cedro. O prefeito Arlindo Rocha contraiu um empréstimo de mais de R$ 7 milhões e realizou a pavimentação das comunidades de Encruzo do Barro Vermelho, Espigão da Toca e Garajuva, sobrando aproximadamente R$ 1,1 milhão para a pavimentação da comunidade do Cedro, que está orçada em pouco mais de R$ 3 milhões – tornando possível pavimentar apenas dois, dos quatro quilômetros de extensão. “Todos os anos nós economizamos verba dos departamentos e secretarias e investimos recursos próprios em melhorias para a população, e era isso que iriamos fazer neste ano de 2020, mas fomos impedidos por emendas da Câmara que engessou o orçamento. Hoje temos esse valor e mais R$ 550 mil de uma emenda parlamentar e não conseguiremos executar a obra como pensávamos. O orçamento de 2020 é de 32,6 milhões, economizando de 10%, realizaríamos a obra de forma completa”, declarou o prefeito.

PREFEITO ARLINDO ROCHA

O presidente da Câmara de Vereadores de Maracajá, Geraldo Leandro rebate a acusação de engessamento e diz que o que os nove vereadores fizeram o que todo legislativo municipal faz. “Neste ano colocamos quatro emendas no orçamento, uma foi acatada e três vetadas; estes vetos foram derrubados na Câmara e promulgamos as leis. Uma dessas leis se refere a suplementação de valores. Para entendermos, antes ele poderia pegar qualquer valor e investir em outro local por meio de decreto, agora o executivo tem que encaminhar um projeto de lei para a Câmara e temos que autorizar. O prefeito não tem o dinheiro e está colocando a culpa nas nossas emendas, essas que são feitas em todas as Câmaras do Brasil. Ele contraiu o empréstimo e falou que conseguiria realizar todas as obras, mas parece que não deu certo. Assumimos um compromisso com a comunidade, de que quando chegar qualquer lei solicitando algo, vamos aprovar em regime de urgência”, afirmou Geraldo.

PRESIDENTE DA CÂMARA, GERALDO LEANDRO

O prefeito Arlindo Rocha diz que fará o asfaltamento com o que tem em caixa. “Vamos licitar parte desta obra com esse valor que temos, de aproximadamente R$ 1,6 milhões. Não era o que queríamos, planejávamos levar qualidade de vida com mais de quatro quilômetros de pavimentação, mas não será possível. Parabenizo a comunidade pela sua organização e iniciativa e lamento por não realizarmos o que todos sonhávamos”.

Moradores afirmam: “Câmara e a Prefeitura precisam se resolver”

Atualmente, a comunidade do Cedro está entre uma das que mais produz culturas, por meio do plantio de milho, arroz, contando com diversos aviários, sendo a que mais repassa imposto ao executivo municipal. Fatores como estes fazem com que a comunidade exija uma tomada de atitude referente à pavimentação da via. “Esse é um sonho antigo da comunidade, queremos que esse projeto saia do papel. São mais de 20 anos esperando a pavimentação e a cada ano parece estar mais longe. Com o valor que nós temos, no caso, o que sobrou do empréstimo e a emenda parlamentar, não será possível pavimentar até a igreja. Queremos mais dignidade, o homem do campo precisa dessa pavimentação, estamos ansiosos por esta conquista que é uma luta histórica”, declarou a presidente da associação de Moradores do Cedro, Cristiane da Rocha.

O agricultor Rodenir Gonçalves diz que a obra representa qualidade de vida. “Esse asfalto é muito importante para nós; moramos em uma rodovia muito movimentada, temos aqui seis aviários e inúmeros produtores. Hoje temos pessoas acamadas e doentes que sofrem com essa estrada de chão. Todos os bairros ganharam e queremos ser contemplados. Queremos que a prefeitura e a câmara se resolvam”.

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