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Saiba o que são as luzes que apareceram no céu de Araranguá e Balneário Arroio do Silva

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FOTO: FACEBOOK/ANDRÉ ALVES

Fenômeno que apareceu no início da noite deste domingo (18) surpreendeu moradores

Não é comum avistarmos luzes enfileiradas no céu. O fenômeno que apareceu na noite deste domingo (18), surpreendeu moradores de Araranguá e Balneário Arroio do Silva. As luzes brilhantes puderam ser vistas por volta das 19h15min e seguiam de Araranguá sentido mar, em Balneário Arroio do Silva.

Nas redes sociais e grupos de WhatsApp, as pessoas chamaram a atenção para o evento e se questionaram sobre o que poderia ser aquela fileira de pontos brilhantes. “Mais alguém viu essas luzes agora no céu do Balneário Arroio do Silva? Veio direção Araranguá para o mar, e passou muito rápido e sem barulho” escreveu uma pessoa em sua rede social.

Uma leitora do Portal Agora enviou um vídeo e questionou: “O que é isso? Parecia um monte de estrelas juntas indo em direção para praia”.

Este fenômeno também apareceu na noite da última quarta-feira (12) e surpreendeu moradores em diversos pontos do Brasil. As luzes brilhantes puderam ser vistas por volta das 19h. Na ocasião, o nd+ conversou com o diretor do Observatório Astronômico de Brusque, Silvino de Souza, para entender melhor o acontecimento.

O observador explicou que as luzes são pequenos satélites artificiais lançados da Terra por foguetes. A constelação de satélites faz parte de um projeto chamado Starlink, da empresa norte-americana SpaceX. O objetivo do projeto é colocar 24 mil satélites em órbita até 2022.

Eles serão utilizados, principalmente, para formar uma rede universal de internet banda larga. Além disso, o Starlink também pretende ser ampliado para levar sinal de GPS.

Cerca de 60 satélites são projetados a cada lançamento. Os equipamentos ficam, em média, a uma distância de 300 km e levam 90 minutos para completar uma volta em torno da Terra.

Brilho chama a atenção

Os satélites se alinham no céu como uma locomotiva, pois estão praticamente na mesma órbita. Silvino comenta que os equipamentos são visíveis, geralmente, no pôr do sol, entre 18h e 19h30 e ao amanhecer, entre 4h30 e 5h30.

“O que faz eles brilharem tanto é que os painéis refletem muito a luz do sol. Na verdade, eles não têm brilho próprio, mas atuam como espelhos dos raios solares”, diz.

Conforme Silvino, os satélites têm magnitude, medida do brilho na astronomia, aproximada de 1, menos intensa que a do planeta Vênus (-4) e da lua (-12) – quanto menor o número, mais intenso o brilho.

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