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SAMAE e EJW explicam polêmica da ‘falta de água’ na Lagoa da Serra

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COMPORTA, LAGOA DA SERRA

Fato gerou repercussão nas redes sociais e inúmeros debates

A grande utilização de água em todo mundo promove a escassez, que segundo especialistas se tornou um problema mundial. Hoje, 12% da água doce do mundo está concentrada no Brasil, mas isso não é motivo para se tranquilizar e o pedido de economia deve ser rotineiro. Essa possível falta de água no futuro já preocupa algumas pessoas, entre elas, as autoridades. O vereador Igor Batista Gomes (PV), de Araranguá, em suas redes sociais fez uma publicação em forma de alerta para os moradores de Araranguá e Balneário Arroio do Silva, na qual afirma que: “a Lagoa da Serra atinge um dos níveis mais baixos de sua história”. A postagem repercutiu nas redes sociais e deixou muita gente assustada, pois o manancial abastece 100% do Balneário Arroio do Silva e 50% de Araranguá.

Em Araranguá o SAMAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) é o responsável pelo fornecimento de água, e em Balneário Arroio do Silva a empresa EJW Águas é quem tem a concessão de captação, tratamento e distribuição.

Atualmente, o Açude Valter Belizoni, localizado no bairro Urussanguinha, abastece aproximadamente 50% do município de Araranguá, sendo a Lagoa da Serra a responsável pela outra quantia. Segundo o engenheiro do SAMAE de Araranguá, Mário Copetti, está distante de faltar água no manancial, levando-se em consideração um Termo de Ajuste de Conduta com o paço municipal, que rege a distribuição de água. “Em setembro de 2008 o SAMAE e a EJW firmaram este acordo que previa diversas situações. Entre as exigências estava a construção de uma comporta para o controle de água. O limite deveria regular entre 4,30 metros e 4,60 metros, sendo que nesta semana está em 4,32 metros, portanto não estamos no limite mínimo”.

Ainda segundo Mário, o esvaziamento da lagoa se dá pelo alto consumo. “A comporta deve ser fechada sempre que o limite estiver próximo; no caso, o limite mínimo para manter o fornecimento de água nos municípios. A mudança da quantidade de água na lagoa varia muito; por exemplo, na época de maior uso de água nas plantações ela tem uma baixa, mas há sempre o controle para que os agricultores não saiam prejudicados e muito menos a população. Nós orientamos os agricultores para que sempre que não houver a necessidade do uso de água, a comporta seja fechada, mas muitas vezes isso não acontece”.

SAMAE

Um dos diretores da EJW, de Balneário Arroio do Silva, André Serafim reforçou a explicação do engenheiro do SAMAE. “No verão é utilizada uma quantidade maior de água devido ao aumento populacional de Balneário Arroio do Silva. É rotineiro que a média baixe, devido à três fatores: a estiagem, a grande utilização de água e o uso nas propriedades agrícolas”, explicou.

LAGOA DA SERRA

 

 

 

 

 

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