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Saúde

Saúde de Balneário Arroio do Silva alerta para consumo de mariscos coletados à beira-mar por moradores

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FOTO ILUSTRAÇÃO/IÇARA NEWS

A Secretaria de Saúde de Balneário Arroio do Silva emitiu uma nota pedindo à população que não consuma mariscos coletados da beira da praia. O alerta ocorreu após o registro pelo posto de saúde do município de dois moradores afetados por intoxicação alimentar, possivelmente após o consumo do fruto do mar coletado por eles à beira-mar.

Com a suspeita de “maré vermelha”, a Vigilância Epidemiológica do município realizou a coleta do marisco na residência dos moradores intoxicados e a enviou ontem, sexta-feira (25), ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (LACEN/SC).

Conforme Nota Técnica Conjunta nº 001/2022, no dia 24 de fevereiro de 2022 a CIDASC recebeu uma notificação da Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina relatando que pessoas que consumiram moluscos bivalves (aqueles que têm duas conchas) na Praia da Teresa, em Laguna; Ilha do Xavier, em Florianópolis; e Balneário Arroio do Silva, apresentaram sintomas semelhantes aos observados pelo consumo de moluscos contaminados com a toxina ácido ocadaico. Os resultados ficaram acima dos limites de detecção permitidos pela legislação vigente em Balneário Arroio do Silva e Praia da Teresa. Ilha do Xavier não enviou material para análise.

>> Link Nota Técnica 001/2022

O secretário de Saúde de Balneário Arroio do Silva, Rogério Ferreira da Costa Júnior, disse que as pessoas intoxicadas relataram vômito, diarreia e fraqueza. Ele reforçou o pedido para que a população evite consumir marisco coletado na beira da praia, e informou que até o momento não houve relatos de intoxicação com mariscos consumidos em restaurantes do município.

O que é “maré vermelha”?

O fenômeno conhecido como “maré vermelha”, caracterizado por uma massiva proliferação de organismos pertencentes ao fitoplâncton que podem ser tóxicos, tem gerado problemas ambientais, econômicos e de saúde pública. Embora eventos de florações de algas tóxicas sejam considerados fenômenos naturais, nas últimas décadas esses eventos têm se tornado cada vez mais freqüentes.

Freqüentemente, os moluscos que se alimentam de organismos produtores de toxinas não são afetados, mas acumulam as toxinas no seu organismo. Essas toxinas podem, subsequentemente, ser transmitidas ao homem através do consumo de frutos do mar contaminados, tornando-se assim uma ameaça à Saúde Pública.

Uma das síndromes transmitidas pelo consumo de moluscos é conhecida como “Envenenamento Diarréico por Consumo de Mariscos”, DSP, que se caracteriza por ser um grave distúrbio gastrointestinal. O ácido ocadaico (AO), a principal toxina de DSP produzida por dinofiagelados, ao acumular-se no hepatopâncrea de mexilhões e ostras causa a síndrome diarréica em consumidores.

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