Conecte-se agora

Geral

“Seu Lóde”: uma vida de voluntariado para auxiliar o próximo

Publicado

em

Todos já devem ter ouvido o ditado: “Fazer o bem sem olhar a quem”. Mas poucos podem dizer que realmente vivenciam este ditado na prática. O policial militar da reserva, Laudelino Joaquim (53), é um dos poucos que fazem parte deste seleto grupo, que desde muito cedo ajuda as pessoas, sem receber nada em troca. “Sou um voluntário oculto, pois nem se quer gosto de aparecer”, afirma seu Lóde, como é conhecido na comunidade de Lagoão, Araranguá/SC.

Separado, pai de três filhas, Daniela (27), Monalisa (21) e Natália (15), procura mostrar com exemplos diários que auxiliar as pessoas, faz bem para elas e para si. “Quando eu era criança não entendia muito, mas achava legal que as pessoas gostavam do meu pai. Agora vejo que é gratificante colaborar. Ele me ensinou isso e hoje eu participo de ações sempre que posso. As vezes até me sinto mal em não poder ajudar mais por falta de tempo”, destaca Monalisa.

Tudo começou há mais de 30 anos, participando da associação de moradores do bairro, Caep e APP de escolas. Aliás, iniciou o trabalho voluntário na escola, quando nem suas filhas estudavam no local. “Visitávamos o colégio, conversava com algumas funcionárias e via que poderia ajudar. Entrei na APP, mesmo não sendo pai de aluno, pois o estatuto permitia e assim resolvemos alguns problemas que existiam. Depois minhas filhas foram para o pré-escolar Raio de Luar e eu continuei minha caminhada naquela APP, onde ajudo até hoje, inclusive sou o Presidente da Comissão de Pais”, explica Lóde.

O Policial da reserva costumava ter uma planilha com um cadastro dos moradores do bairro, onde avisava a data de vencimento da documentação de seus veículos e auxiliava na renovação dos mesmos, sem custo do seu trabalho. “Acredito que isso veio dos meus pais, que se preocuparam muito com o próximo”, lembra.

Ele sempre foi uma liderança comunitária. Desde muito cedo já trabalhava em fábrica de calçados. “Nunca pensei em ser policial militar. Parei de estudar na 4ª série, pois precisava ajudar em casa, na lavoura, e ajudando meu pai que era sapateiro. Apenas com 23 anos retornei para a escola. Fiz supletivo e em 1999 me formei na faculdade de Ciências da Computação”, conta orgulhoso. Além disso, fez vários outros cursos técnicos e por incentivo de um amigo, que era policial militar, fez o concurso, passando na primeira tentativa, ainda em 1995.

Quando estava na ativa também trabalhou na Polícia Ambiental, onde visitou muitos municípios e estreitou laços, principalmente em Praia Grande. Assim, hoje, realiza serviço voluntário na ONG Patinhas Amigas, naquele município. Continua a auxiliar de forma contínua a creche Raio de Luar e a Juad (Juniores e Adolescentes da Igreja Evangélica Batista), ministrando a palavra, e atividades específicas, três sábados por mês. “Deus cuida de mim e me abençoa. Eu deixei ele me tocar e conduzir minha vida”. Além disso ele leva as pessoas em consultas em outras cidades; realiza visitas a amigos e pessoas que precisam de auxílio; conversa, orienta e está sempre à disposição. “Enquanto Deus me der saúde e me permitir fazer isso, farei”, destaca.

Na pandemia o número de necessitados aumentou, mas o número de voluntários também. Acredita-se que o exemplo motiva outras pessoas a ajudar. Por isso, caso você tenha sido tocado por esta história, neste momento de pandemia e com o espírito natalino aflorado, sinta-se livre para ser um voluntário. Para ajudar o próximo e receber muito mais do que aquilo que irá doar. Afinal, fazer o bem, faz bem!

Propaganda

Copyright © 2017 Portal de Notícias Agora!. Todos os direitos reservados. Contato: (48) 996244813

Crie seu site na ServerPro