Segurança
“Tita” deixa a Polícia Civil após 37 anos
Após dedicar 37 anos dos seus 58 à Polícia Civil, o policial João Batista Floriano, o “Tita”, despede-se dos colegas após entregar seu pedido de aposentadoria. A decisão ocorreu após a Reforma da Previdência, aprovada no último dia 04 na Alesc. “Como houve a Reforma da Previdência, para não perder algum direito ou benefício, optei pela aposentadoria”, desabafou “Tita” salientando que se não tivesse ocorrido essa reforma, não pensaria em sair da polícia nesse momento.
Policial civil mais antigo da Regional de Araranguá, “Tita” como é conhecido por todos, entrou na Polícia Civil aos 21 anos e sempre atuou em Araranguá. Segundo ele, por curtos períodos trabalhou em outras cidades da região da Amesc e outros estados, substituindo colegas. Ele também atuou por cinco anos como Chefe de Segurança no Presídio Regional de Araranguá, quando o presídio era vinculado à Polícia Civil.
“Tita” relembrou alguns dos vários momentos em que prendeu homicidas, latrocidas, traficantes, assaltantes, estupradores, como também das noites em claro no trabalho de elucidação desses crimes. “Policial que é policial deixa de lado a família, passa noites em claro, finais de semana trabalhando na elucidação de crimes, prisões, campanas, colhendo informações. Desses 37 anos levo amigos, colegas, conhecimento e a satisfação de ter realizado meu trabalho em prol da sociedade. Não me arrependo de nada que fiz nesses anos e não faria nada diferente se pudesse voltar no tempo”.
O colega de trabalho Jaques Douglas que atua na Polícia Civil há 31 anos, lamenta a saída do “Tita” com quem trabalhou ao lado por 25 anos. “É muito triste ver um colega, um amigo e parceiro como ele saindo. Um policial com tamanha experiência, com fontes infinitas de informações com certeza desfalca nossa equipe de investigação, desfalca a Polícia Civil e quem perde é a sociedade”.
“Tita” é casado há 38 anos com a Rita Floriano e mesmo em meio à turbulência da profissão teve três filho e três netos e agora, nesta nova etapa vai aproveitar mais o tempo com a família. “Minha família é meu alicerce e sempre me apoiou, muito embora tenham ficado sema minha presença em algumas datas comemorativas devido ao meu trabalho”
Com a voz embargada e com os olhos cheios de lágrimas, “Tita” não deu adeus e sim, um quem sabe até logo, pois não descarta em um dia retornar à Polícia como CTISP (Corpo Temporário de Inativos da Segurança Pública), realizando serviços internos na Polícia Civil.








