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Três pessoas serão julgadas em Júri Popular em Araranguá

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Vítima foi assassinada na madrugada de 07 de setembro de 2016

Sentam no banco dos réus neste dia 15 de março, no Fórum de Araranguá, três homens acusados de terem assassinado Renan da Silva, mais conhecido como “Dente” aos 32 anos, na madrugada de 07 de setembro de 2016, em Balneário Arroio do Silva. O taxista Antônio José da Rosa de 62 anos é acusado de ser o mandante do crime e proprietário do táxi, que os bandidos utilizaram no dia do assassinato; seu genro Maicon Scarpari Pereira de 32 anos é acusado de ter dirigido o automóvel até a casa da vítima e Rafael da Silva de 24 anos, é autor confesso dos disparos que atingiram Renan.

O crime ocorreu por volta das 00h45min daquela madrugada de quarta-feira, na Rua Agenor Joaquim Matos, na Vila Dona Izabel. A vítima estava na casa de um vizinho, quando foi chamado pelo nome e, ao sair, foi alvejado por disparos de arma de fogo. A esposa da vítima ouviu os disparos e ao sair para ver o que estava acontecendo, visualizou um taxi de cor branca deixando o local e o marido caído em via pública.

Na época, Renan foi socorrido pelo SAMU e levado desacordado em estado grave, para o Hospital Regional de Araranguá. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 02 horas daquela madrugada devido um dos disparos ter atingido a cabeça.

Passados pouco mais de um mês da execução, o crime foi elucidado pelos agentes da Polícia Civil da DPMU do Arroio, coordenados pelo Delegado Lucas Fernandes da Rosa. Segundo apontou a investigação na época, Renan estava em uma residência quando por volta das 00h40min, chegou um taxi de cor branca ocupado por três homens, momento em que Rafael da Silva desceu e atirou contra a vítima. Após o crime o trio fugiu.

Ainda segundo a investigação policial, Rafael foi contratado pelo dono do taxi para executar Renan que tinha uma dívida com o suposto mandante, relacionada com o tráfico de drogas. Para não ser pego, o taxista entregou o veículo ao seu genro, para que ele levasse o atirador até o local.

Rafael, em depoimento confessou a prática do homicídio, indicou quais as pessoas estavam com ele dentro do carro e afirmou que o proprietário do veículo, havia encomendado a morte para ele, pelo valor de R$ 5 mil, sendo que até aquele momento o autor confesso afirmou ter recebido apenas R$ 500,00 e o restante do valor ainda estava tentando cobrar do taxista.

O julgamento está previsto para inicias às 9 horas da manhã e não tem previsão de término. Este é o segundo júri popular do ano, na Comarca de Araranguá.

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