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Tudo é politizado, virou moda; politizaram até o estupro!

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Após o caso recente da menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada por um tio e que acabou tendo de ser levada do Espírito Santo para outro estado, para passar por procedimento de interrupção da gravidez com autorização judicial, o Ministério Público passou a investigar se grupos pressionaram a família da garota para tentar evitar o aborto.

O fato em si é uma tragédia, e o mais revoltante de tudo é que politizaram esse caso.

A vida dessa menina está destruída e parte da população tomou lados distintos; havia torcidas, o que acabou aumentando a tragédia. Mas o mais asqueroso de tudo foi a politização do caso.

Uma verdadeira multidão se aglomerou em frente ao hospital: de um lado apoiadores do aborto e de outro grupo da linha conservadora – totalmente contrários ao procedimento. Ambos aproveitavam para enaltecer seu fanatismo – o que é comum hoje em dia. Dentre organizadores estavam deputados, vereadores, líderes religiosos e seus seguidores.

Com isso, esse caso mostrou claramente que a politização não é sobre vidas, mas sobre defender o seu fanatismo.

Independentemente do que o cidadão crê, a lei 12.845, de 2013, regulamentou o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual, concedendo todos os meios à gestante para interrupção da gravidez em decorrência de estupro.

Quanto ao caso, o principal suspeito já foi preso e indiciado pelos crimes de ameaça e estupro de vulnerável, e como medida de segurança a menina deixou a casa da família e foi levada para um abrigo, onde, segundo a Justiça, recebe atendimentos nas áreas médica, psicológica e social.

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