Política
Vereadores de Araranguá pedem que prefeito Cesar Cesa desista de projeto que prejudicará profissionais da saúde terceirizados
Reportagem conversou com o presidente do SindSaúde, que frisou que o projeto de lei é uma armadilha para os profissionais
Um projeto polêmico está pautado para a sessão desta segunda-feira (17), na Câmara de Vereadores de Araranguá. O Projeto de Lei 011/2021, de autoria do Poder Executivo que trata sobre a contratação emergencial de novos profissionais de saúde, sem processo seletivo, o que na opinião do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (SindiSaúde) é uma forma de viabilizar a demissão dos profissionais da saúde ligados ao Cis-Amesc.
Preocupados com a situação os vereadores Diego Pires, Nelson Soares, Jorge Luiz Pereira (Jorginho), Douglas Michels, Kelvin Diran, Samuel Nunes, Luiz da Farmácia, e as vereadoras Suzi Becker e Sayonara de Araújo Pessoa, encaminharam um ofício solicitando a retirada de tramitação do Projeto de Lei Ordinária 011/2021, que busca liberar a contratação de forma emergencial de profissionais de saúde para o município.
Conforme o vereador e presidente Diego Pires, o Poder Legislativo está preocupado com os servidores. “Todos nós sabemos a situação do Consórcio Cis-Amesc, porém temos uma série de servidores contratados por meio dele, entre eles enfermeiros, técnicos, agentes comunitários de saúde e entre outros”, disse.
O presidente ainda cobra o chamamento daqueles que realizaram o processo seletivo para cargos também da área da saúde. “Hoje temos pessoas esperando a abertura de vagas para enfermeiro e técnicos. Analisamos que ao invés de realizar essa contratação de forma independente o prefeito então deveria chamar aqueles que estão aguardando”.
O Poder Executivo poderá encaminhar ofício antes no início da sessão, caso isso não aconteça o projeto irá para votação na noite desta segunda-feira.
“Eu não vejo outra motivação por parte do prefeito que não seja fazer uma sacanagem com os trabalhadores”, afirma Sindicato
Para o presidente do SindSaúde, Cleber Candido, o projeto prejudicará os servidores. “Nós analisamos que esse projeto visa substituir o Cis-Amesc. Ele [César] tem um posicionamento de demitir e não pagar a rescisão dos servidores. Nós somos contrários ao projeto, pois os direitos dos trabalhadores estão ameaçados”, disse.
O projeto do prefeito, segundo ele, visa prejudicar os colaboradores e de nenhuma forma resolveria a situação dos profissionais. “Mesmo que houvesse o diálogo para contratação dos servidores do Cis-Amesc, isso não é uma garantia, já que esse contrato seria de apenas dois anos e eles perderiam o período que já estão trabalhando. Eu não vejo outra motivação por parte do prefeito que não seja fazer uma ‘sacanagem’ com os trabalhadores”, defendeu.
Nossa reportagem entrou em contato com a Administração Municipal, e fomos informados que a líder do governo na Câmara, vereadora Lena Périco poderá pedir a retirada de pauta do projeto.






