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Segurança

Mulher é condenada a 32 anos de prisão por latrocínio que vitimou Moacir da Silva

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Uma mulher de 33 anos foi condenada pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Sua pena foi fixada em 32 anos, nove meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado. O corpo de Moacir da Silva, de 49 anos na época, foi encontrado dez dias após o crime, em outro município, já em estado avançado de decomposição. A decisão é da juíza Elaine Veloso Marraschi, titular da Vara Única da comarca de Forquilhinha.

De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram em junho de 2015, no bairro Cidade Alta, em Forquilhinha, quando Moacir foi até o local para um encontro romântico com a ré. Os dois se relacionavam há algum tempo após se conhecerem na boate em que ela trabalhava como garota de programa, no município de Araranguá. No dia dos fatos, a mulher, juntamente com quatro adolescentes, roubou o automóvel da vítima e R$ 2 mil, em espécie, mediante violência.

Os adolescentes, por determinação da denunciada, desferiram aproximadamente 30 golpes de faca contra a vítima, as quais foram a causa de sua morte. Ato contínuo, colocaram o corpo do homem na carroceria do veículo e o ocultaram em meio a um matagal, às margens da Estrada Geral Espigão da Pedra, em Maracajá. O carro da vítima foi localizado abandonado em Tubarão e o cadáver do homem, já em decomposição, foi encontrado dez dias após o crime.

Foto Arquivo Portal Agora!

A mulher foi condenada por latrocínio, com agravantes de ser cometido mediante meio cruel, através de emboscada e em contexto de relação doméstica esporádica, e pelos crimes de ocultação de cadáver e corrupção de menores. Cabe recurso da decisão ao TJSC. O processo tramita em segredo de justiça.​

Relembre o crime

Moacir saiu da casa da mãe em Araranguá, em seu veículo VW Saveiro com placas de Turvo, por volta das 17h30min do dia 05 de junho de 2015 e desde então não deu mais notícias. O automóvel foi encontrado abandonado em um bairro da cidade de Tubarão, no dia 07/06/2015 e levado para a Central de Polícia de Araranguá.

Na época, o delegado Jorge Giraldi que respondia pela Divisão de Investigação Criminal de Araranguá, juntamente com sua equipe e com apoio do delegado Jair Pereira Duarte, que era titular da DPCAMI de Araranguá e DPMU de Maracajá, já trabalhava com a hipótese de latrocínio, o que foi confirmado na manhã do dia 15 de junho daquele ano, com o encontro do cadáver em adiantado estado de decomposição, em um valo localizado entre as localidades de Espigão da Pedra e Encruzo do Barro Vermelho em Maracajá.

Como o desaparecimento já estava sendo investigado, os trabalhos se intensificaram e toda a equipe partiu rumo ao bairro Cidade Alta, em Forquilhinha e, em uma residência localizada na Rua Independência, foram encontrados objetos pertencentes a Moacir, como canivete, caixa onde levava ferramentas e a chave da casa.

Foto Arquivo Portal Agora!

No imóvel, os policiais acharam uma mochila pertencente a uma adolescente de 16 anos na época, que continha 426 gramas de maconha e um revólver da marca Taurus, calibre .32. Ao lado da casa havia uma espécie de galpão onde foram localizados materiais queimados, como papéis, documentos, remédios.

Foto Arquivo Portal Agora!

Analisando o local, ficou comprovado que Moacir foi morto naquela residência, dentro de um quarto medindo 3,44×3,44. O Instituto Geral de Perícia (IGP) de Forquilhinha esteve no local e com luminol encontrou sangue na parede do quarto, no estrado da cama e, manchas de sangue inclusive na porta do banheiro.

Conforme revelou Giraldi, Moacir foi atraído por uma garota de programa para uma emboscada que o levou a morte. “Ele foi assassinado dentro do quarto com dezenas de facadas. Os criminosos enrolaram o corpo de Moacir no colchão onde foi executado e o colocaram na caçamba da Saveiro e, desovaram o corpo em Araranguá. Uma jovem recebeu R$ 300,00 reais para realizar a limpeza no imóvel, não deixando resquícios de sangue”, esclareceu na época o delegado.

Latrocínio foi planejado

A morte de Moacir da Silva foi arquitetada com aproximadamente duas semanas de antecedência, por uma garota de programa moradora do bairro Cidade Alta, em Forquilhinha, que trabalhava em uma casa de noturna em Araranguá.

A investigação da DIC apontou que a garota de programa havia planejado o latrocínio com quatro comparsas. Ela marcou um jantar com Moacir na sexta-feira (05/06/2015) já planejando fazer com que ele bancasse umas compras e assim roubar o dinheiro e o veículo. Na esquina da casa onde Moacir foi morto, tem uma panificadora e havia imagens das câmeras de segurança que flagraram a vítima e a “mentora”, passando no caixa. Moacir estava usando uma calça jeans e uma camisa xadrez.

Ao voltarem para a residência, ele foi surpreendido pelo quarteto que o golpearam até a morte. Giraldi na época identificou todos os autores do crime, sendo que um dos adolescentes envolvidos, é o mesmo que em novembro de 2014, confessou a autoria do homicídio de Sandra Maria da Silva Pereira de 24 anos, encontrada morta com cinco tiros na cabeça na Estrada Geral do CTG que liga Araranguá a Praia da Meta em Balneário Arroio do Silva.

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