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Comunidade busca alternativas sobre o retorno do tráfego de caminhões em rodovias de Maracajá

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Liminar expedida pelo Fórum de Içara suspendeu os efeitos do decreto municipal que impedia a circulação de veículos acima de 10 toneladas

Aproximadamente 50 moradores das localidades de Espigão da Toca e Encruzo do Barro Vermelho, em Maracajá, se reuniram na noite de segunda-feira (26) para deliberar sobre a decisão judicial que suspende os efeitos do decreto municipal de proibição do tráfego de caminhões acima de 10 toneladas nas rodovias que cortam essas duas localidades. A Administração Municipal também foi chamada a participar da conversa, para explicar a decisão e tirar dúvidas da comunidade.

Segundo o Prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, o decreto de iniciativa do município, havia sido implementado também por Araranguá e Balneário Rincão e a decisão impacta todas essas cidades. “Nós já havíamos respondido por ações no Tribunal de Justiça, em Florianópolis, e no Fórum de Araranguá. Em ambas as decisões foram favoráveis ao nosso decreto”, explicou Arlindo para os moradores presentes na reunião.

Desta vez, a liminar que libera o tráfego de caminhões nas rodovias municipais José Jovelino Costa, Alcino de Freitas e Angelino Acordi, que cortam as localidades de Encruzo do Barro Vermelho e Espigão da Toca, foi expedido pelo Fórum de Içara em ação movida pela empresa Jazida Eckert. “O município de Maracajá já ingressou com recursos para reverter a situação no Tribunal de Justiça, pedindo pela cassação da decisão e outro junto ao Fórum de Içara para que reconsidere a decisão”, enfatizou o prefeito.

Enquanto a Administração Municipal aguarda pelo parecer judicial, a comunidade seguiu com a reunião para deliberar ações que melhorem a qualidade de vida dos moradores com o retorno do tráfego de caminhões. Segundo líderes da comissão criada pelas duas localidades para debater o assunto, além do tráfego intenso e muitas vezes acima do peso permitido, muitos motoristas desses caminhões têm comportamento abusivo, como buzinar e fazer algazarra, em afronta aos moradores.

Em outro momento, representantes das localidades tentaram reuniões com a empresa Jazida Eckert a fim de um acordo quanto ao horário e quantidade de veículos em circulação e não obtiveram retorno. Portanto ficou definido pelos presentes que caso o fluxo volte a ser intenso e desrespeitoso, um bloqueio das rodovias poderá ser feito pelos moradores, em forma de protesto.

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