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Erosão provocada pelo Rio Araranguá exige construção de novo trecho de rodovia municipal em Maracajá
No domingo dia 12 de julho, a correnteza do rio Araranguá consumiu todo o leito da via pública em um trecho de aproximadamente 50 metros, impedindo a passagem de veículos na rodovia municipal de Maracajá, às margens do Rio Araranguá, nas imediações da localidade conhecida como Volta do Silveira.
Serão necessários até seis dias de trabalho aos finais de semana para construção de aproximadamente 100 metros de um novo trecho, para restabelecer o tráfego de veículos na rodovia.
Quando for restabelecido o trânsito, caminhões com mais de 10 toneladas serão proibidos de trafegar pelo local. As decisões foram tomadas em reunião entre o prefeito Arlindo Rocha e proprietários das áreas. “Há menos de um mês, depois de dias seguidos de chuvas na região e com o Rio Araranguá avançando sobre as áreas mais baixas, se deu a erosão do trecho da rodovia que, em princípio, era utilizada apenas por moradores da região, pescadores artesanais e produtores de arroz, cultura predominante naquela área”, ponderou o prefeito de Maracajá.
Conforme os proprietários das áreas repassaram à Administração Municipal, há meses a rodovia passou a ser utilizada por motoristas de caminhões de grande porte que transportam minérios extraídos no distrito de Hercílio Luz, em Araranguá, que tinham sido impedidos de trafegar pelas rodovias asfaltadas no Encruzo do Barro Vermelho e Espigão da Toca.
Por iniciativa da empresa que abastece estes caminhões, relatam ainda os produtores de arroz, e sem conhecimento da administração municipal, moto niveladoras ampliaram a largura da rodovia, em direção à margem do rio, retirando vegetação ciliar e fragilizando o solo. A erosão, entendem, foi consequência e pode se repetir em outros trechos.
Do debate com os rizicultores e com orientação da engenheira Vanessa Jerônimo, diretora do departamento municipal de Obras, o leito da rodovia será desviado no ponto onde houve a erosão. Um novo trecho será construído com máquinas, caminhões e servidores municipais. Ela acredita que o trabalho possa ser concluído até o final deste mês de agosto, ou início de setembro.
Ao mesmo tempo o setor de engenharia da administração vai elaborar projeto para proteger a margem do rio até onde se estendeu a erosão e buscar licenças ambientais e alternativas para evitar mais danos ao solo.
Fonte: Gilvan de França/Assessoria de Imprensa







