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Ponte símbolo de Araranguá passa por reforma e deverá ser entregue à população até o fim do ano
Entregue à população em dezembro de 1972, a ponte pênsil, mais conhecida como “Ponte de Arame”, que liga o bairro Barranca ao centro de Araranguá, era utilizada pelos moradores como o principal acesso e saída do bairro, como também “rota de fuga” das inundações do Rio Araranguá. Com a construção da Ponte Giácomo Mazzuco em 2012, a ponte símbolo da Cidade das Avenidas foi abandonada pelo Administração Municipal. Por anos sem a devida manutenção, a estrutura acabou arruinada e deteriorada pelo tempo, sendo interditada em maio de 2018, na gestão do então prefeito Mariano Mazzuco Neto (PP). A medida, que deveria ser um problema passageiro, perdurou por três anos, até o final do Governo Progressista.
>>> Ponte da Barranca está há três anos interditada

Após 6 meses de gestão, o prefeito eleito Cesar Cesar (MDB) cumpriu a promessa de campanha, e iniciou, há mais de dois meses, uma reforma geral. Conforme o secretário de Obras, Cristiano Coral, a previsão para entrega da ponte à população araranguaense é entre novembro e dezembro deste ano.
“O projeto de revitalização da ponte prevê a troca dos cabos de aço inferiores, o que já foi feito; a troca dos cabos de aços verticais; a recuperação através de uma galvanização a frio e pintura dos cabos superiores e a remodelagem de toda a estrutura de madeira da ponte. Além destas recuperações, também será realizada uma reestruturação nos pilares de contenção da ponte e recuperação estrutural da entrada da ponte, com rampa e escada, tornando a ponte mais segura”, detalhou o secretário, frisando em entrevista ao Portal Agora, que o prefeito Cesar Cesa solicitou que fosse aumentado o pé direito das contenções laterais, ficando com 1,30 de guarda-corpo, e fixação de telas de proteção em toda extensão, trazendo total segurança aos moradores.

Para a realização da reforma e revitalização serão investidos R$ 291.524,16. Deste montante, R$ 200 mil é de uma emenda parlamentar da deputada estadual Ada de Luca. O restante, R$ 91.524,16 são recursos próprios da prefeitura.

Iluminação especial para os meses de campanhas
Nas laterais da ponte será colocada uma iluminação especial, onde segundo o secretário de Obras, Cristiano Coral, a população poderá contemplar a nova ponte em vários tons. “A iluminação ficará linda e iremos promover as campanhas como Janeiro Branco (saúde mental); Maio Amarelo (acidentes de trânsito); Setembro Amarelo (combate ao suicídio); Outubro Rosa (câncer de mama), entre outras cores e campanhas”.
Área de lazer
Nas cabeceiras, debaixo da ponte, serão construídos decks, assim como a implantação do paisagismo. “Na parte da Baixadinha será feito um deck de 90 m², com rampa de acessibilidade e toda segurança necessária”, finalizou Cristiano Coral.

Tráfego de motocicletas serão proibidos
No local não será permitido o tráfego de motocicletas – em cada uma das entradas da ponte pênsil haverá uma barreira física onde o motociclista não poderá passar, sendo permitido apenas o tráfego de pedestres e ciclistas.
História

Conforme um breve texto do projeto “Conheça Nossa História”, da Prefeitura Municipal de Araranguá, “a luta dos moradores da Barranca para ter uma ponte que os possibilitasse transpor o rio com maior segurança era antiga. No início, os únicos meios possíveis eram o barco, a balsa, ou mesmo a nado, algo que ficava cada dia mais complicado, pois a população aumentava e o movimento econômico exigia maior agilidade de locomoção. Apenas em 1956, sob pressão popular e articulação politica, Araranguá recebe a sua primeira ponte de concreto, fazendo a ligação da rodovia federal. A obra trouxe para o município muitas transformações, entre elas o crescimento do bairro Cidade Alta. Isto foi impactante para o bairro Barranca, que possuía a estação de trem e era o ponto econômico mais importante nas proximidades do Centro, e que agora teria a concorrência do transporte rodoviário.
Um pouco afastada, a ponte de concreto pouco ajudou os moradores da Barranca, que seguiram lutando por uma ponte no próprio bairro, uma vitoriosa conquista que só chegou em 1972, com a implantação da ponte pênsil, ou como é chamada, ”ponte de arame”. Por muito tempo a ponte pênsil foi testemunha de andares apressados para chegar ao trabalho ou aos estudos do lado direito do rio, e vice-versa. Da mesma forma, para interagir com o Centro da cidade com maior rapidez e sem horário predefinido, não necessitando mais da velha balsa. Atualmente a ponte pênsil é considerada patrimônio cultural.






