Política
Vereadores araranguaenses ouvem partes atingidas pelo decreto que impede tráfego de veículos em Maracajá
Mariano Mazzuco se comprometeu a entrar com uma ação judicial caso o prefeito de Maracajá não se mostre flexível ao pedido
O decreto do Executivo municipal de Maracajá, que proíbe o tráfego de veículos pesados com mais de 10 toneladas nas rodovias que cortam as comunidades de Encruzo do Barro Vermelho e Espigão da Toca, refletiu também no município de Araranguá, já que estas estradas servem para o deslocamento via BR 101 de todos os veículos que saem do Distrito de Hercílio Luz, interior de Araranguá.
Em razão disso, na tarde desta quarta, dia 19, os vereadores araranguaenses receberam no gabinete do presidente da Casa, Daniel Viriato Afonso, representantes da empresa Eckert, algumas trasportadoras, da Aciva, dos moradores de Araranguá atingidos pela medida e do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Vale – Sintravale. A reunião foi agendada durante a sessão da última segunda-feira (17), quando a situação chegou ao conhecimento de todos.
O prefeito Mariano Mazzuco, também participou da reunião na companhia de secretários e do procurador do município, Dik Robert Daniel, que alegou que a medida afetou também outras áreas como a agricultura local, prejudicada pela impossibilidade de escoar a produção.
Sindicato, empresa e moradores defendem que o decreto do prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, não é legítimo e pode causar problemas sérios para a economia de Araranguá, já que a Jazida Eckert é sediada no município e fornece produtos para Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, além de cidades da Amesc.
Os vereadores, Pedro Paulo Souza, José Paulo Roldão, Cristiano Costa, Igor Batista, Jair Anastácio, Adão Vieira dos Santos, Jacinto Dassoler, Neno Fontoura, Márcio Tubinho, Diego Pires e Ronaldo Soares também participaram e afirmaram apoio na resolução do problema.
O presidente, Daniel, sugeriu que alguns encaminhamentos fossem dados. “Importante mantermos o diálogo da melhor maneira possível para que as partes não saiam prejudicadas em um embate que pode não levar a lugar nenhum”, disse.
O prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, participará da primeira sessão de março, agendada para o dia 02, para explicar os motivos de sua decisão para os vereadores.
Também ficou definido na reunião desta tarde que um expediente será encaminhado ao município de Maracajá pela Administração de Araranguá, solicitando que o decreto seja suspenso até que um acordo seja firmado entre os envolvidos.
O prefeito, Mariano, se comprometeu a entrar com uma ação judicial caso o prefeito de Maracajá não se mostre flexível ao pedido.
Fonte: Morgana Daniel/Assessoria de Imprensa






